Irene, 100, Tacilia, 91 

Um coração miúdo na varanda. Uma velha tricotando sentada na cadeira de balanço. O jardim perfumando a imaginação. Menina e velha, musas de um tempo que já não é, mas que exala.

Pinto as cores da saudade, em pensamento. Não sei manejar pincéis, tintas. A velha em mim, ressuscita, lírio, jasmim, rosa, ou pardal que reina na paisagem, na cadeira de balanço morta.

À noite nos revelamos alma e nostalgia, em palavras que nos moldam poetas.


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